O SBT segue com uma semana conturbada. Após dispensar Carol Lekker, que reclamou de salário de R$ 10 mil, alegando não conseguir viver, e romper contrato com Rodrigo Bocardi após apenas três meses, um processo envolvendo R$ 40 milhões e ligado à Copa do Mundo 2026 veio à tona.
A ação na Justiça foi aberta pela N Sports, que tinha como sócio Galvão Bueno, narrador que chegou à emissora paulista este ano para cobrir, justamente, o Mundial. Acontece que o grupo esportivo acusa o SBT de não repassar lucros obtidos com a transmissão da Copa e pede bloqueio daquele valor.
Por sua vez, Galvão, que está no radar da Globo para recontratação, reconheceu a dívida, porém defendeu uma solução amistosa. Assim, o narrador esportivo vai romper a sociedade com a N Sports conforme antecipou em carta escrita no dia 2 - a ação teve início nesta sexta-feira (11). "Já comuniquei aos sócios que, se a divergência com o SBT seguir para o litígio, vou abrir mão dessa integralização e encerrar minha parceria com a NSports", frisou.
"Tenho ressalvas sobre decisões estratégicas e financeiras da empresa, mas minha principal discordância está na forma escolhida para tratar os resultados comerciais da Copa do Mundo com o SBT. Para mim, divergências entre parceiros se resolvem com diálogo e negociação — não na Justiça", escreveu Galvão na mensagem revelada pelo colunista Gabriel Vaquer, da "Folha de S.Paulo".
Na carta, o narrador do tetra (1994) e do penta (2002) recordou a maneira como foi recebido na emissora fundada por Silvio Santos (1930-2024) citando ainda o "enorme sucesso da Copa". Um dos maiores vencedores do Troféu Imprensa afirmou que seguirá no SBT e garantiu a respeito dos 52 anos de carreira.
"Jamais deixei um veículo de comunicação e depois o processei. Nunca aconteceu e não vai acontecer agora, especialmente depois dos resultados que construímos juntos na Copa do Mundo", garantiu o narrador que teve passagem caótica na extinta OMTV nos anos 1990.
Em outro trecho, Galvão reforçou desconhecer a ação judicial. "Também fui pego de surpresa ao saber que uma medida havia sido apresentada enquanto ainda aconteciam conversas entre os executivos das empresas. Conversas que incentivei, pedindo à minha equipe que buscasse uma rodada de negociação com o SBT para encontrar uma solução", reprovou.
"Isso não representa minha posição nem a maneira como construí minha carreira. Espero que prevaleçam o diálogo e o entendimento e que possamos seguir construindo juntos os próximos capítulos dessa história", concluiu.